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Os vários rostos de John Roselli, o chefe da mafia contratado pela CIA para matar Fidel Castro.

Em matéria de conspirações, a realidade é bem mais fértil do que a ficção. É o caso de Family Jewels, um relatório de 1973, tornado público em 2007, sobre operações da CIA à margem da lei. Os muitos casos aí narrados incluem um no qual se conta como a agência conspirou, em agosto de 1960, com Johnny Roselli, um gangster, tido como o sucessor de Al Capone, para matar Fidel Castro. Segundo alguns investigadores, Roselli terá mesmo estado envolvido no assassinato do presidente John F. Kennedy, em 1963.

Em 1975, foi uma comissão do Senado dos EUA a produzir uma literatura rica em pormenores, ao promover um inquérito sobre o envolvimento dos serviços secretos na conspiração para matar chefes de Estado estrangeiros (Alleged Assassination Plots Involving Foreign Leaders). Nessa investigação provou-se que, entre 1960 e 1965, a CIA esteve diretamente envolvida, com o conhecimento da sua hierarquia, em oito planos para aniquilar Fidel Castro.

Ironia das ironias, uma dessas urdiduras teceu-se precisamente no dia em que John F. Kennedy foi morto (22 de Novembro de 1963), e ocorreu ao mesmo tempo que um emissário do presidente estava reunido com Castro para explorar a possibilidade de melhorar as relações entre Washington e Havana. As histórias de conspirações para assassinar Castro já transportam uma aura de mito. O antigo chefe da contra-informação cubana Fabián Escalante contabiliza um total de 634, no seu livro Objectivo: Matar Fidel.